Uma ternura instigada
pelo faz de conta da solidão
do ego ferido
tal qual como o cão
Não sou tua
nem te tenho devoção.
Só quis querer te amar
mesmo sem precisar
Beijávamos procurando outras bocas
trepávamos querendo outros corpos
Desnudando apenas o desamor nosso de cada dia,
Pensei sanar minha maldade
no meio da tua tanta mediocridade
Metade sonho
metade grito.
Em mim não pense muito mais
nem fique meio assim.
Não o culpo
porque em nada me satisfez
Só não quis
um presente que tentava tecer
pra te dar.
Se não sou morena brejeira de ancas largas
nem a artista pálida do beco
nem nenhuma das mulheres que te agrada
melhor assim
sem saber quem não sou
Garotinho bobo e mimado
como tantos conheci
e a todos esqueci
Volta pra tua toca.
De mim teve,
arroubos que cessam com a chegada da manhã
Pra nos enganar?
porque
para quem?
Se amanhã mal te lembro o nome
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