Sou bela, sou fera
surrada
mulher gata
multifacetada
que marcas da vida
fazem reagir
ao ver sombra de dedo
rodeando a ferida.
Sonha,sorri
se esconde
atrás de si
Se esconde de
quem a deixa feliz.
No silêncio
se percebe
cética e imperfeita.
Auto-afirmação
dos próprios erros.
Criança tola
fica com medo,
distribui socos
de direita.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
....
Não mais
te dou apenas meus fragmentos
Tens uns olhos que merecem brilhar,
um rosto que merece sorrir.
Sempre foram cristais
multifacetados
Pedaços
desconexos
irregulares.
Cabe a ti definir
quais fragmentos de ti
farão parte de mim
como estilhaços seus
cravando minha carne.
E assim serei pra ti,
não apenas una
mas também poeira
que o vento leva...
te dou apenas meus fragmentos
Tens uns olhos que merecem brilhar,
um rosto que merece sorrir.
Sempre foram cristais
multifacetados
Pedaços
desconexos
irregulares.
Cabe a ti definir
quais fragmentos de ti
farão parte de mim
como estilhaços seus
cravando minha carne.
E assim serei pra ti,
não apenas una
mas também poeira
que o vento leva...
...
Me escondo
atrás do batom.
Não digo o nome
nem falo o que preciso
O sorriso que ficou suspenso.
Sou aquela que ama
dissimulando fatos
cometendo excessos
Um bicho do mato
Boneca sem manual
Penso ir embora
para nunca mais
quando escondo
essa lágrima nascendo.
atrás do batom.
Não digo o nome
nem falo o que preciso
O sorriso que ficou suspenso.
Sou aquela que ama
dissimulando fatos
cometendo excessos
Um bicho do mato
Boneca sem manual
Penso ir embora
para nunca mais
quando escondo
essa lágrima nascendo.
...
Do meio sorriso
nasce o desejo
no teu olhar distante.
Possuo o corpo
que ali não sinto.
Silêncio parco
do meu corpo desfeito.
Um beijo suplicado
esconde a solidão
do teu afago
A cada fuga minha
um remendo
Assim estaremos
Ainda que haja amanhã
nasce o desejo
no teu olhar distante.
Possuo o corpo
que ali não sinto.
Silêncio parco
do meu corpo desfeito.
Um beijo suplicado
esconde a solidão
do teu afago
A cada fuga minha
um remendo
Assim estaremos
Ainda que haja amanhã
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
...
Ouça o som da música e as vozes ao redor.
Repare no neon que ofusca nossos olhos.
Sentindo frio e buscando essências.
Numa noite assim sou outra.
Transformação
sou até capaz de amar.
até capaz de te amar.
Não notaria diferença alguma
entre teu beijo frio
e o gelo da bebida.
Repare no neon que ofusca nossos olhos.
Sentindo frio e buscando essências.
Numa noite assim sou outra.
Transformação
sou até capaz de amar.
até capaz de te amar.
Não notaria diferença alguma
entre teu beijo frio
e o gelo da bebida.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Entardecer
Desencaixe displiscente
Esvazia, enfim
Teu corpo ainda
em mim
queima quente
tua mão ainda me afaga
Escondida atrás da maquiagem
ainda engasgo
com o último orgasmo
entre lábios secos
A noite se (es)vai
Dificuldade em abotoar o corpo
A carne pulsa
tua alma me incomoda
Não consigo mais me esconder
aborto sombras
a lágrima nasce
meus pés bocejam no corredor
A rotina dança
atrás da porta
Entardecerá.
Esvazia, enfim
Teu corpo ainda
em mim
queima quente
tua mão ainda me afaga
Escondida atrás da maquiagem
ainda engasgo
com o último orgasmo
entre lábios secos
A noite se (es)vai
Dificuldade em abotoar o corpo
A carne pulsa
tua alma me incomoda
Não consigo mais me esconder
aborto sombras
a lágrima nasce
meus pés bocejam no corredor
A rotina dança
atrás da porta
Entardecerá.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
III
Nem presa
nem princesa.
Se a verdade te é tão ingrata
porque me apaixono
cada dia por um novo vira-latas.
Se temos tanta vida
pra todo esse pandemônio?
Não meta o dedo na ferida
sou apenas este demônio
que insistes em chamar de patrimônio.
Dizendo que tentou me salvar
de tudo quanto foi maneira.
Que ideia mais descabida essa tua,
de tapar sol com peneira.
nem princesa.
Se a verdade te é tão ingrata
porque me apaixono
cada dia por um novo vira-latas.
Se temos tanta vida
pra todo esse pandemônio?
Não meta o dedo na ferida
sou apenas este demônio
que insistes em chamar de patrimônio.
Dizendo que tentou me salvar
de tudo quanto foi maneira.
Que ideia mais descabida essa tua,
de tapar sol com peneira.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Retalhos II
Entre
tua insolência
e minha ausência
xeque-mate.
Diga tua profecia
pois meu rumo é incerto
Não te quero perto
pelo menos hoje.
Acendo um cigarro
coloco os erros no bolso,
tudo vai ficar assim.
Melhor pra mim
melhor que um fim.
Por favor,
não diga que gosta de mim
Vidro espatifado
berro no peito
esse arrepio
silêncio fetal
Barulho demais para sonhar
Depois dormir
de um século para outro
e acordar.
tua insolência
e minha ausência
xeque-mate.
Diga tua profecia
pois meu rumo é incerto
Não te quero perto
pelo menos hoje.
Acendo um cigarro
coloco os erros no bolso,
tudo vai ficar assim.
Melhor pra mim
melhor que um fim.
Por favor,
não diga que gosta de mim
Vidro espatifado
berro no peito
esse arrepio
silêncio fetal
Barulho demais para sonhar
Depois dormir
de um século para outro
e acordar.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Retalho I
Eu, Maria Ninguém, sou um livro. Obra inacabada, difícil de digerir. Não é fácil ser livro, quando se é pessoa. Entre eu e todos os outros, há entrelinhas e milhares de inferências mal feitas, desfeitas ou não feitas. Não pense em mim como uma puta descontrolada – o que pensaria de uma pessoa como eu. Mas, veja a minha poesia – sem rima, sem métrica, quase prosa. Porque quando te deixei chegar perto de mim, recebi você em minha vida como uma linda metáfora do nada sobre o real.
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