quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Coisa mais linda
a Maserati no sinal!
Toda hidramática.
Interior de couro legítimo
verás bem de perto!
Ao macetar-ti e
caíres pelo teto.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Virtual é a perfeição
da Esfinge moderna
Inalcançáveis
pixels amontoados.
Atraentes rostos estáticos
poses, frases, prendas
Instigam
Castigam
Na ausência
de constantes variáveis hiper
Reais
Encanta!
O mastim
não cansa
te
balança
e te mastigaria.
caso mezzo viva
Frieza em
tanto calor calculado
em rastro de pólvora
no sorriso
desenhado no espelho.
Ponteiros
refazendo horas
na parede do escritório
Oito longas arestas
olhodentes cerrados
mantra gerúndio
uníssono
das buzinas dos carros
ao lençol dos teus sonhos
nada é grátis
mas tudo é gris

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Desamar

Despedida.
Estranheza
Lábios não mais se demoram.
Nada lembra "tanto amor".
Olhos preocupados
relógios, movimentos, pressa.
Palavras casuais e saudade de outra coisa qualquer.
"Te cuida" ao invés de "te amo".
Combinado assim, ninguém mais sofreria por ninguém.
Um novo rosto noutra semana.
Um presente a menos no Natal

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Tomo um café preto. 
escovo meus dentes brancos
encaro a névoa cinza
vestida de cor agem
só mais uma segunda-feira.
metas
desejos
conflitantes
relaxa e goza
nem tudo
está ao nosso
alcance
já se passou
mais um mês
o universo
cuida dos por-
menores na rua
praças cercadas
pontes para o nada
na terra do nunca
faz frio
a verdade verdadeira
é inevnetada
santos e artistas
inventamos nossa nova era
de cores e sabores
sexo oral
enxaguante bucal
ressaca moral
toca o desperta-
dor
heróis por um dia
é tudo que somos
amor

segunda-feira, 16 de maio de 2011

IV.

Nossa carne como palha
Carne radioativa
Sem sabor.
Sem amor.
Ataraxia ultrapsiquica
Apatia compartilhada.
movimento retilineo uniforme
Sem desejo
Gozo incompleto e choro desatado
escondido pela água do banho.
Frustrada, incapaz de ser desejada
de receber amor
de se sentir viva.
Rancor estagnado
Eu isolada
você intangível
Não creio em nada além dessa
rejeição por ti declarada.
Segurança abalada
estima que você esfacela nas mãos de pedra
que tocam meu corpo
Meu ódio latente
preparando vingança.
Para todos sou moça bonita
e vivo faceira.
Por ti cultivo desprezo a cada semana
Acalanto esse amor só para tirar
quando te fizer falta.
Desprazer extrafísico.
Quase metafísico
inarredável
Carne de consumo fácil
duas sobras
do que outros não mais quiseram.